Entrevistas

‘Temos estatísticas de guerra em Pernambuco’

Aos 34 anos, o jornalista Eduardo Machado é um dos nomes relevantes entre os que escrevem sobre segurança pública no Brasil. Nascido no Recife e repórter especial do Jornal do Commercio, Eduardo é autor de reportagens premiadas sobre violência, direitos humanos e segurança.

Morosidade da Justiça no Brasil e nos EUA

Um casamento infeliz. Essa é a relação que existe entre os meios de comunicação e o sistema de justiça criminal no Brasil. Cada um dirige um olhar crítico em relação ao outro. O sistema judiciário tem medo de julgamentos precipitados, da espetacularização do crime e a confusão de conceitos que misturam diferentes tradições legais nos noticiários e em programas de entretenimento. A mídia retrata um sistema de justiça criminal irremediavelmente ultrapassado pela lentidão dos processos e privilégios de classe, que acabam por atolar a justiça na impunidade.

Costa Rica luta por mais segurança

O ex-vice presidente da Costa Rica, Kevin Casas-Zamora, fala dos desafios que enfrenta a nova presidente Laura Chincilla para manter a segurança no país centro-americano, que começa a sofrer os efeitos da impunidade, corrupção e de ameaças regionais, como o narcotráfico e o crime organizado.

Polícia: substantivo feminino

Responsável pela Delegacia da Mulher de Santa Maria (RS), Débora Aparecida Dias fala sobre a rotina de trabalho de uma delegacia de atendimento especializado, dos avanços trazidos para as mulheres com a Lei Maria da Penha e do longo caminho que a sociedade brasileira ainda terá que percorrer para que os direitos das mulheres sejam plenamente respeitados.

'Inteligência vai além do que é feito pela polícia'

O professor Cláudio Chaves Beato Filho, coordenador geral do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), defende, nesta entrevista, que o combate ao crime seja feito com mais inteligência. “O conceito de inteligência deve ir mais além do que é feito na polícia”, diz, referindo-se ao que já existe em termos de inteligência policial.

Integração favela-palácio

Recém-empossado secretário executivo da pasta estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, o coordenador do Observatório das Favelas, Jailson de Souza e Silva, tem a missão de reformular as políticas sociais para as comunidades atendidas por Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Comunidade Segura, o professor de sociologia da educação conta os planos.

'Diagnóstico da criminalidade é dever da polícia'

“Gosto de me ver como um médico”, disse William Bratton, ex-chefe de Polícia de Nova York e de Los Angeles, em visita ao Rio de Janeiro. A gestão de Bratton à frente dessas duas instituições foi reconhecido graças a uma queda significativa da criminalidade em ambas as cidades, resultado de uma modernização da força policial.

Policiamento sem palpite

Antes tarde do que nunca, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deverá adotar tecnologia da informação para sistematizar seus dados criminais e administrativos e permitir análises que subsidiarão decisões dos comandos. O desafio de implantar toda a estrutura técnica e de mudar a cultura da PM em relação à coleta e à análise de dados cabe ao Coronel Robson Rodrigues da Silva, que está à frente da recém-criada Coordenadoria de Análises Criminais (CAC) e conversou com o Comunidade Segura.

UPPs: pacificação ou controle autoritário?

Em entrevista ao Comunidade Segura, o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva, professor do Iuperj e da UFRJ, reflete sobre as virtudes e os riscos das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), festejadas pela mídia mas vistas com desconfiança por parte da população.

Polícia e armas: treinar para controlar

Entrevista com William Godnick, Coordenador do Programa de Segurança Pública do Escritório Regional das Nações Unidas para Paz, Desarmamento e Desenvolvimento na América Latina e Caribe (UN-LiREC)

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