Empresas mostram que podem contribuir para a redução da insegurança pública com ações que vão muito além da simples contratação de serviços de segurança privada para proteger seu patrimônio. Casos de sucesso, alguns em parceria com órgãos públicos e organizações da sociedade civil, foram apresentados no IV Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado em março, em São Paulo.
Ao fim do encontro de 2010 do Congresso da ONU de prevenção ao crime e justiça criminal, a declaração de Salvador pede uma justiça mais forte, mais articulada através das fronteiras, mais presente em áreas de exclusão social, melhor capacitada e mais firmemente atrelada aos princípios dos direitos humanos. Apesar de não fazer parte do encontro oficial, o aporte da sociedade civil foi récorde, atraindo a atenção dos delegados e mostrando o compromisso que a carta pede com a boa governança.
“Decididamente não são uma alternativa”, responde o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva à leitora Eliza, que inseriu provocação na área de comentários da entrevista concedida por ele ao Comunidade Segura. Na entrevista, publicada no início do mês, o professor discute as virtudes e os riscos da implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas. A leitora questiona: "É curioso que em toda a entrevista não tenha sido citada a palavra 'milícia'. Eu perguntaria, UPP ou milícia?". Participe do debate.
Atual secretário nacional de Segurança Pública e dois ex-secretários expõem consensos e diferenças no IV Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado em março, em São Paulo. Principal discórdia é sobre o foco, na prevenção à violência ou na repressão policial.
O crime urbano é para as cidades modernas algo muito similar ao que o estresse é para o indivíduo moderno: um fator de constante perturbação, cuja solução ninguém parece conhecer a ciência certa. Durante o recente Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, realizado na encantadora, mas "estressada" cidade do Rio de Janeiro, especialistas internacionais se reuniram para compartilhar alguns remédios para este mal.
Em entrevista ao Comunidade Segura, o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva, professor do Iuperj e da UFRJ, reflete sobre as virtudes e os riscos das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), festejadas pela mídia mas vistas com desconfiança por parte da população.
Discussão participativa sobre governança policial e segurança pública é a maior vitória do encontro realizado em São Paulo de 15 a 17 de março, que contou com a presença de cerca de 1.500 pessoas, entre policiais militares, civis e federais, gestores da segurança pública, pesquisadores, empresários e representantes de organizações da sociedade civil.
Na abertura do IV Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ministro da Justiça Luiz Paulo Telles Barreto reafirma o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania como política de estado, e não de governo, e anuncia investimentos de R$ 1,750 bilhão para o ano de 2010.
Elas não se sentem diferentes, mas estão fazendo diferença na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo sendo minoria, as mulheres começam a assumir postos de comando de tropas, aliando competência, segurança e ternura. De acordo com o comandante geral, coronel Mário Sérgio, com exceção de certas missões relacionadas a confronto e força, as mulheres assumem quaisquer funções na PMERJ, e são um diferencial nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Falar sobre segurança pública em 140 caracteres. Tarefa difícil? Não é o que parece. São postagens assim – curtas, abreviadas, sintéticas e carregadas de opiniões – que vêm pipocando no Twitter. A rede social que virou o xodó dos internautas brasileiros tornou-se um espaço permanente de discussão sobre segurança pública.