'Diagnóstico da criminalidade é dever da polícia'

“Gosto de me ver como um médico”, disse William Bratton, ex-chefe de Polícia de Nova York e de Los Angeles, em visita ao Rio de Janeiro. A gestão de Bratton à frente dessas duas instituições foi reconhecido graças a uma queda significativa da criminalidade em ambas as cidades, resultado de uma modernização da força policial.

Uma visão policial sobre política de drogas

Por que um ex-comissário de polícia do Reino Unido (Chief Constable) viajaria à América Latina para discutir uma mudança no modo de aplicação da lei de drogas? Porque em mais de 30 anos de serviço patrulhando o centro de Londres do posto mais alto, como comissário de polícia, cheguei à conclusão inevitável de que nossa abordagem atual é falha.

Aula de Direito na universidade da vida

Estudantes de Direito da Fundação Getúlio Vargas,no Rio, participaram de processo de mediação de conflitos no Complexo da Maré como parte do Projeto Pacificar, do Ministério da Justiça. Líderes comunitários aprenderam a usar ferramentas de negociação pacífica e estudantes deixaram a teoria para conhecer a realidade da favela.

Policiamento sem palpite

Antes tarde do que nunca, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deverá adotar tecnologia da informação para sistematizar seus dados criminais e administrativos e permitir análises que subsidiarão decisões dos comandos. O desafio de implantar toda a estrutura técnica e de mudar a cultura da PM em relação à coleta e à análise de dados cabe ao Coronel Robson Rodrigues da Silva, que está à frente da recém-criada Coordenadoria de Análises Criminais (CAC) e conversou com o Comunidade Segura.

Kay Nou: a paz é a saída

O terremoto de 12 de janeiro de 2010 representou uma mudança no curso de muitas vias haitianas. Uma nova realidade regida, sobretudo, pela emergência e pela solidariedade, se instaurou no país após a catástrofe. Em Kay Nou – que quer dizer “nossa casa” em crioulo, sede do projeto “Honra e Respeito por Bel-Air”, da ONG Viva Rio, na capital Porto Príncipe, não foi diferente.

Projeto leva cidadania e paz a escolas de Sergipe

A violência, a discriminação e as drogas são grandes adversários da educação em todo o Brasil, mas em colégios públicos de Sergipe esses obstáculos têm sido superados através da mobilização da comunidade. O programa Cidadania e Paz nas Escolas tem estimulado a união entre comunidade escolar e poder público para a solução pacífica de problemas e a melhoria do ensino.

Do papel para a prática

Maior centralização dos dados sobre armas de fogo, menor quantidade de armas em circulação, aumento do número de armas apreendidas nos estados, diminuição em 90% da venda de armas para civis, queda drástica na emissão de porte de armas a civis e, o mais importante, mais de cinco mil vidas salvas em menos de três anos. Estas foram algumas das importantes conquistas do Estatuto do Desarmamento, a lei brasileira de controle de armas, que entrou em vigor em dezembro de 2003.

Curso sobre operações de paz: inscrições encerradas

O Viva Rio, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), está lançando o primeiro curso sobre operações de manutenção da paz e policiamento internacional integralmente em português, online e oferecido para civis e policiais que não necessariamente venham a ser selecionados pelo governo para participar destas missões. O curso busca oferecer um primeiro olhar sobre o maior envolvimento do Brasil nas relações internacionais, com o objetivo de atender à crescente demanda por informação qualificada na área.

Soluções privadas para a segurança pública

Empresas mostram que podem contribuir para a redução da insegurança pública com ações que vão muito além da simples contratação de serviços de segurança privada para proteger seu patrimônio. Casos de sucesso, alguns em parceria com órgãos públicos e organizações da sociedade civil, foram apresentados no IV Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado em março, em São Paulo.

Prevenção ao crime: articulação sem exclusão

Ao fim do encontro de 2010 do Congresso da ONU de prevenção ao crime e justiça criminal, a declaração de Salvador pede uma justiça mais forte, mais articulada através das fronteiras, mais presente em áreas de exclusão social, melhor capacitada e mais firmemente atrelada aos princípios dos direitos humanos. Apesar de não fazer parte do encontro oficial, o aporte da sociedade civil foi récorde, atraindo a atenção dos delegados e mostrando o compromisso que a carta pede com a boa governança.

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