Justiça Restaurativa, aplicada no Brasil desde 2005, lida com as consequências do ocorrido, reparando os danos causados e restaurando as relações sociais feridas.
De olho nos índices de crimininalidade da capital - 899 pessoas foram assassinadas em Maceió em 2006 -, um grupo de representantes da sociedade civil se organizou e trabalha pelo desenvolvimento de uma cultura de paz na cidade.
O primeiro passo foi dado na cidade argentina de Mendoza em novembro. Naquele momento, os integrantes do Movimento Humanista lançaram a mobilização em escala global. Representantes de diferentes países estavam presentes, entre eles o organizador da marcha, o espanhol Rafael de la Rubia.
Único brasileiro a fazer palestra no Congresso Internacional da WACC, na África do Sul, Dom Marcelo Resende defende a criação de círculos de cultura onde as pessoas aprenderiam a fazer paz. 'Não estamos condenados à violência. Precisamos treinar o olhar para começar a vislumbrar a realidade de um outro modo'.
'Foi um processo longo e difícil', diz o grupo Kup Women for Peace Leaders, em entrevista exclusiva, direto da Papua-Nova Guiné. 'Oito anos de mudança de mentalidade e comportamento. Nós queremos que as pessoas pensem o desenvolvimento – não o conflito'.
Presidente da Comissão Nacional de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração do país, Alix Fils-Aimé fala sobre o processo de construção da paz no país, que ele afirma ser impossível sem desenvolvimento econômico e fortalecimento de bases comunitárias.
Porta-voz de grupos comunitários de base em uma favela da capital Porto Príncipe, representante do governo na Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reinserção, Samba Boukman conversou com o Comunidade Segura sobre sua história de vida e trajetória no processo de construção da paz no Haiti.
Peter Lucas, professor de Direitos Humanos na Universidade de Nova York, sugere formas de transformação social através da educação. "Construir a paz é prover os meios e a capacitação necessária para se gerar uma cultura de paz", disse ao Comunidade Segura.
Em Porto Príncipe, líderes de grupos antes armados assinam acordo de paz e tornam-se agentes de mediação de conflitos. Projeto com participação brasileira estimula o uso da cultura como instrumento de contenção da violência.
Em evento comemorativo aos 13 anos da ONG Viva Rio, Frei Betto afirma que só haverá paz quando houver justiça e destaca a importância do trabalho das ONGs por uma sociedade mais igualitária