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Drogas e direitos humanos: política do medo

Fernanda Mena e Dick Hobbs descrevem no artigo “Narcophobia: drugs prohibition and the generation of human rights abuses” como a Guerra às Drogas, similarmente à Guerra ao Terror acabou promovendo o “contrário dos Direitos Humanos”, ou seja, violaram direitos humanos com a justificativa de garantí-los. Nessa entrevista para InterCAMBIO, Fernanda descreve o processo de pesquisa que resultou no artigo, os resultados da atual política de drogas e o papel dos policiais e das ONGs nessa política.

Para não enxugar gelo

Enquanto a ONU insiste na política global de repressão às drogas, apesar dos seus indícios de fracasso, intelectuais e políticos brasileiros começam a se mobilizar para mudar paradigmas e buscar modelos alternativos e democráticos.

Protegendo o mensageiro

133 jornalistas morreram em 2009, de acordo com o International News Safety Institute, e a maioria deles não morreu em guerras, mas em territórios de paz, somente por causa de seu trabalho. Os processos judiciais de nove dentre estes dez assassinatos em todo mundo não chegam aos tribunais. Comunidade Segura falou com Rodney Pinder, que lidera o primeiro instituto a focar a prevenção dos riscos que os jornalistas correm, e acompanha os casos daqueles que morrem no cumprimento de seu dever.

Cannabis sob controle

Membros da Comissão sobre Cannabis da Beckley Foundation apresentaram no Rio o livro "Política sobre Maconha: avançando além do Impasse", no qual afirmam que a proibição à maconha não tem evitado o aumento do consumo mundial. Os pesquisadores propõem um regime controlado, como forma mais eficaz de controlar o consumo e evitar os danos sociais da guerra contra as drogas.

E depois da legalização?

À medida que aumenta o consenso de que o modelo proibicionista fracassou no seu objetivo de erradicar as drogas da face da terra, cresce a incerteza sobre o passo seguinte que se deve dar para lidar com as drogas. O pesquisador Steve Rolles, da fundação Transform, do Reino Unido, responde a essa questão com uma proposta abrangente de regulação do mercado de drogas.

Panorama do "autocultivo"

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Em meio às mudanças que ocorrem na América Latina, que vão desde a despenalização do consumo de drogas até o indulto a “mulas”, ou “aviões”, ou “formiguinhas”, dependendo da região, uma questão ainda chama a atenção. Trata-se do chamado “autocultivo”, isto é, a prática de produzir a droga que cada um consome - prática mais associada à maconha. Além de evitar que o usuário consuma substâncias nocivas à sua saúde - além daquelas que a droga já contém -, o autocultivo evita o contato entre o usuário e o crime organizado. Conheça algumas experiências de autocultivo no mundo:

Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia busca consenso sobre drogas

O III encontro da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), que acontecerá nesta sexta-feira (26) na sede do Viva Rio, reunirá políticos de diversos partidos para propor melhorias na atual lei de drogas. Desta reunião deverá sair um documento que sintetize as alternativas e caminhos propostos pela CBDD para a política brasileira sobre drogas, no marco das discussões resumidas e apresentadas na Declaração da Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia.

Política antidrogas no Rio de Janeiro: estratégias estatais e suas resultantes nas favelas cariocas

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Neste artigo, o pesquisador Anderson Moraes de Castro e Silva apresenta alguns aspectos das ações que visam à erradicação do comércio varejista de drogas na cidade do Rio de Janeiro, na atualidade. Enfatiza as características que particularizam o negócio das drogas e armas nesta cidade, notadamente em face da estruturação local da “firma”  e suas implicações no cotidiano das favelas. Aborda los efeitos perversos da política antidrogas implementada pelo governo estadual, alicerçada, majoritariamente, na repressão aos pontos de venda localizados em áreas deterioradas.

Maconha na varanda

Cada dia tem mais ‘jardineiros canábicos’ que preferem plantar maconha em suas próprias casas a sair e comprá-la nas ruas. Alguns deles enfrentaram detenções devido a um vácuo na lei que não os castiga com prisão, mas que tampouco regulamenta a atividade. O movimento de autocultivadores germina no Brasil junto a várias polêmicas

O bloco dos ‘eu quero é trabalho’ está na rua

Apesar do pouco destaque no carnaval brasileiro, a cidade de Belo Horizonte vira notícia na festa mais alegre do país por mais uma ação pioneira no campo social. Na penúltima semana que antecede a festividade, um grupo de presas teve permissão para ir à quadra da escola de samba Grêmio Recreativo Chame Chame, terceira colocada no carnaval do ano passado. As mulheres, que cumprem pena na Penitenciária Estêvão Pinto, na região leste da cidade, tiveram a oportunidade de levar 300 peças, entre alegorias, adereços e fantasias, confeccionadas por elas dentro da penitenciária.

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