Entrevista com William Godnick, Coordenador do Programa de Segurança Pública do Escritório Regional das Nações Unidas para Paz, Desarmamento e Desenvolvimento na América Latina e Caribe (UN-LiREC)
Um policiamento mais inteligente, planejado com a contribuição de câmaras setoriais de segurança e a participação da Guarda Municipal e outros órgãos, é a meta a curto prazo do novo comandante do 2° Batalhão de Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Botafogo, o tenente-coronel Antonio Carlos Carballo Blanco.
O catedrático venezuelano Luis Gerardo Gabaldón levou três décadas estudando o delito e as diversas maneiras de lidar com ele. Segundo explica, algumas das falhas dos atuais regimes policiais da América Latina podem estar no fato de serem muito legalistas e pouco pragmáticos. Gabaldón enfatiza a importância de um treinamento policial que privilegie a premissa de desescalar o uso da força.
Em entrevista ao Comunidade Segura, a psicóloga da PM Alexandra Valéria Vicente da Silva conta que visões deturpadas da psicologia, como “é coisa para maluco” e “não é coisa para homem”, estão caindo e que cada vez mais policiais reconhecem que precisam de ajuda para lidar com os estresses da vida. Ela defende que todos os policiais sejam atendidos regulamente, como forma de prevenção. “É difícil reconhecer que se chegou a um limite”, diz.
A trajetória do professor Paulo Storani na área de segurança pública é longa. Foi capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope); diretor de Recursos Humanos da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, entre 2001 e 2005 e assessor especial da Secretaria Rio 2007 para os Jogos Pan-americanos. Mestre em Antropologia Social, Storani é secretário de Segurança Pública de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, desde de setembro de 2006.
Freda Apio, advogada e membro da Hurinet, que participa da pressão recente pela accountability policial em Uganda, defende a fiscalização civil da polícia em relação à má-conduta profissional e aos abusos de direitos humanos, e vem tentando aumentar a confiança pública na força policial.
Sete pesquisadores sabatinam o Coronel Mário Sérgio Duarte de Brito, que assumiu o Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em 8 de julho. Entre as questões levantadas estão a integração das polícias, o uso da força, o "bico", as milícias e a blogosfera policial.
De 15 e 17 de julho, no clube Monte Líbano, no Leblon, 700 representantes da sociedade civil, das instituições policiais e do poder público discutiram os rumos da segurança pública no Brasil.
Alçada da Secretaria de Defesa Social de Diadema, em São Paulo, à coordenação executiva da Conferência Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, comemora a adesão da população ao processo que vai definir uma política de Estado para a segurança pública. “A participação democrática na segurança pública até hoje não foi posta em prática e estamos buscando nesta participação democrática a elaboração de uma política de Estado para a segurança pública”, revela.
Descrita pela ONU como um narco-Estado, a Guiné Bissau é um país pequeno, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e, por sua costa repleta de ilhas, se tornou ponto estratégico na rota de drogas da América do Sul para a Europa. O Comunidade Segura conversou com Luis Vaz Martins, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos. A Liga denuncia práticas de tortura e perseguição e também atende às vitimas da violência de gênero e exclusão social.