133 jornalistas morreram em 2009, de acordo com o International News Safety Institute, e a maioria deles não morreu em guerras, mas em territórios de paz, somente por causa de seu trabalho. Os processos judiciais de nove dentre estes dez assassinatos em todo mundo não chegam aos tribunais. Comunidade Segura falou com Rodney Pinder, que lidera o primeiro instituto a focar a prevenção dos riscos que os jornalistas correm, e acompanha os casos daqueles que morrem no cumprimento de seu dever.
Fernanda Mena e Dick Hobbs descrevem no artigo “Narcophobia: drugs prohibition and the generation of human rights abuses” como a Guerra às Drogas, similarmente à Guerra ao Terror acabou promovendo o “contrário dos Direitos Humanos”, ou seja, violaram direitos humanos com a justificativa de garantí-los. Nessa entrevista para InterCAMBIO, Fernanda descreve o processo de pesquisa que resultou no artigo, os resultados da atual política de drogas e o papel dos policiais e das ONGs nessa política.
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Projeto de Drogas e Forças Policiais
Tom Lloyd QPM MA (Oxon)*
Porque um ex- comissário de policia Reino Unido (Chief Constable) viajaria à América Latina para discutir uma mudança no modo de aplicação da lei de drogas?
Elas não se sentem diferentes, mas estão fazendo diferença na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo sendo minoria, as mulheres começam a assumir postos de comando de tropas, aliando competência, segurança e ternura. De acordo com o comandante geral, coronel Mário Sérgio, com exceção de certas missões relacionadas a confronto e força, as mulheres assumem quaisquer funções na PMERJ, e são um diferencial nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Falar sobre segurança pública em 140 caracteres. Tarefa difícil? Não é o que parece. São postagens assim – curtas, abreviadas, sintéticas e carregadas de opiniões – que vêm pipocando no Twitter. A rede social que virou o xodó dos internautas brasileiros tornou-se um espaço permanente de discussão sobre segurança pública.
Membros da Comissão sobre Cannabis da Beckley Foundation apresentaram no Rio o livro "Política sobre Maconha: avançando além do Impasse", no qual afirmam que a proibição à maconha não tem evitado o aumento do consumo mundial. Os pesquisadores propõem um regime controlado, como forma mais eficaz de controlar o consumo e evitar os danos sociais da guerra contra as drogas.
Nessa entrevista o boletim InterCÂMBIO falou com Pedro Vicente
Bittencourt, pesquisador do Projeto de Política de Drogas, do Viva Rio
e ele nos revelou como o seu projeto tem ajudado a intermediar a
discussão sobre drogas com policiais, jovens e pesquisadores da área da
saúde.
Para melhorar a eficiência dos sistemas de segurança, Justiça e carcerário, que são vinculados, mas não se comunicam adequadamente, o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público lançaram a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança e Pública (Enasp). As pesquisadoras Elizabeth Süssekind e Jacqueline Muniz comentam a iniciativa.
À medida que aumenta o consenso de que o modelo proibicionista fracassou no seu objetivo de erradicar as drogas da face da terra, cresce a incerteza sobre o passo seguinte que se deve dar para lidar com as drogas. O pesquisador Steve Rolles, da fundação Transform, do Reino Unido, responde a essa questão com uma proposta abrangente de regulação do mercado de drogas.
Em meio às mudanças que ocorrem na América Latina, que vão desde a despenalização do consumo de drogas até o indulto a “mulas”, ou “aviões”, ou “formiguinhas”, dependendo da região, uma questão ainda chama a atenção. Trata-se do chamado “autocultivo”, isto é, a prática de produzir a droga que cada um consome - prática mais associada à maconha. Além de evitar que o usuário consuma substâncias nocivas à sua saúde - além daquelas que a droga já contém -, o autocultivo evita o contato entre o usuário e o crime organizado. Conheça algumas experiências de autocultivo no mundo: